A linha ferry Continente/Madeira continua em aberto sendo divulgado o resultado o relatório no inicio de 2016, foram as afirmações do Secretário Regional da Economia Turismo e Transportes, onde explicou que tal dever-se a um pedido de um armador.
Também admitiu que a operação poderá utilizar o porto do Caniçal em vez do Funchal, algo algumas vozes discordam mas que na minha opinião é a decisão acertada, para rentabilizar a operação com carga rodada, visto ser demais conhecidas as limitações do porto do Funchal no que diz respeito as zonas de parqueamento para trailers, que é inexistente e que já no passado, na altura em que a Naviera Armas ligava o Funchal a Portimão causava alguns problemas.
No que diz respeito aos passageiros não acho que constitua problema, pois alguns quilómetros de estrada não é problema e temos o grande exemplo da vizinha Grã Canaria em que a Fred Olsen Lines usa o pequeno porto de Agaete, obrigando os passageiros, automóveis e toda a carga rodada a praticamente atravessar a ilha.
Alem disso no Caniçal não haveria o problema de sobreposição de horários de navios de cruzeiro ou mesmo do ferry da linha do Porto Santo.
Seria necessário pequenas alterações no acesso á rampa ro-ro e seria também necessário uma ou outra pequena infraestrutura de apoio, mas considero que é o porto certo para a ligação Continente Madeira.
No que diz respeito ao continente, se for um navio com velocidade na ordem dos 25 nós talvez fosse Setúbal o porto mais acertado, devido á maior proximidade das origens da mercadoria, se for mais lento, Portimão é sem duvida o porto mais perto e por isso a decisão acertada.
Seria interessante termos um ferry que usasse Gaz Natural, o que teria uma operação com custos de combustível mais barata e ecológica, mas como esses navios ainda são em muito pequeno numero, até 2020 teremos certamente um navio que usa os tão poluentes, mas mais baratos óleos pesados, como é o caso do IFO 380.
Esta é apenas a minha humilde opinião sobre o restabelecimento de uma linha marítima que tarda e recomeçar.
Na foto o Viking Grace da Viking Line, propulsionado a LNG ,gás natural liquido.

